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Alta do dólar impulsiona venda de sêmen bovino no Brasil
Quarta-feira, 23 de Março

Volume de material genético comercializado em 2015 cresceu 4,7%, alcançando 12,5 milhões de doses; desse total, mais de 8 milhões são relativas a raças de gado de corte

A valorização do dólar encareceu o material genético bovino importado e contribuiu para a alta do volume de sêmen nacional comercializado no Brasil. As vendas cresceram 4,7% em 2015, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). 

De um total de 12,5 milhões doses vendidas no ano, mais de 8 milhões foram provenientes de gado de corte, e as demais, para a produção leiteira. O desempenho dos dois segmentos no mercado de genética reflete o cenário das duas atividades no período. Enquanto as vendas de sêmen de gado de corte tiveram crescimento de 16% em 2015, para a pecuária de leite houve queda de 12%. 

A tendência para 2016 é de que o mercado permaneça aquecido para raças de corte e que, nas de leite, haja nova redução nas vendas. De acordo com o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, muitas novilhas de leite receberam sêmen de raças especializadas na produção de carne para haver melhor aproveitamento das crias, gerando uma atividade secundária na propriedade.

Luz também afirma que os pecuaristas de leite, aproveitando a elevação do preço da arroba, realizaram muitos descartas, o que também teria afetado as vendas de sêmen. “O terceiro aspecto mais visível para nós foi a manutenção do preço do leite, com um incremento muito significativo dos custos dolarizados. Isso teve impacto (negativo) na utilização de inseminação artificial por alguns produtores menos capitalizados”, diz o presidente da entidade.

A raça de corte que teve o maior volume de sêmen comercializado em 2015 foi o nelore (com mais de 2,5 milhões de doses), seguido por angus, nelore Ceip (certificado), braford, nelore mocho e senepol. Entre as raças bovinas voltadas à produção de leite, o destaque do mercado foi gir leiteiro, com 360 mil doses. Na sequência, vêm girolando 5/8, girolando 3/4, holandês e jersey.

Os estados da Região do Sul são os que mais demandam material genético para os rebanhos, enquanto o Centro-Oeste concentra a maior produção de sêmen. De acordo com a Asbia, o mercado de sêmen na Região Norte vem crescendo significativamente, sobretudo no Pará.

Fonte: Canal Rural


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