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Maggi diz que fusão dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente é inviável
Segunda-feira, 22 de Outubro

Mesmo criticando proposta do candidato do PSL, o ministro da agricultura reforçou seu voto em Bolsonaro

Em entrevista ao Direto ao Ponto deste domingo, dia 21, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, criticou a possibilidade de fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, proposta pelo candidato à Presidência Jair Bolsonaro. O representante da pasta informou que espera que esta seja apenas uma proposta de campanha e aguarda que a equipe compreenda essa ideia como algo bastante perigoso de se fazer.

De acordo com o ministro, políticas públicas de florestas e bacias hidrográficas, por exemplo, poderiam sair do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ir para a Agricultura, já que são ligadas ao cotidiano do agronegócio.

“Mas quando você fala em postos de petróleo em alto mar você se pergunta, é o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que faz isso? O ICM-Bio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)? Mesmo que seja, as decisões estão, em última análise, ligadas ao ministro. É preciso tomar cuidado”, reitera.

Ele também reforça que sua agenda institucional é diferente da agenda do ministro do Meio Ambiente. “Mal consigo dar conta da minha agenda em função das demandas que tem e abro mão de participar de diversos fóruns importantes porque não tem espaço nem tempo para fazer. Agora você imagina ter que lidar com as duas áreas, é muito difícil de isso dar certo e em algum momento um vai prejudicar o outro”, explica.

Para o chefe da pasta da Agricultura, é preciso colocar uma pessoa com uma cabeça mais desenvolvimentista no meio ambiente.

Já em relação às atividades na Agricultura, Maggi diz que é necessário liberdade para trabalhar. “Todo mundo já sabe quais são os problemas ambientais, se é que eles têm e aparecem em função dos empreendimentos que você faz. Uma política com menos regramentos e normativas vai ajudar muito. O setor de infraestrutura também não está dizendo que não vai cumprir, ele apenas quer as licenças sem ter que esperar cinco, seis anos”, ressalta.

Apesar da crítica à proposta de Bolsonaro, Maggi informou que vai votar no candidato no segundo turno das eleições. “Nós temos que tomar algumas atitudes porque sabemos o que seria um governo no PT, em termos de administração, pela ideologia que eles pregam, pelas intervenções na economia, é muita regulação. É um momento de voltar no pêndulo por um governo menos intervencionista, que deixe a economia andar mais, que desburocratize as pautas”, justifica.

Saída do ministério e novo Congresso

Na entrevista, Maggi reforçou que não recebeu nenhuma proposta sobre permanecer no comando do Ministério da Agricultura.

Ele também comentou sobre o resultado das eleições em relação ao Congresso Nacional, a renovação dos parlamentares e os reflexos da escolha dos eleitores e finalizou o programa comentando o impacto do tabelamento de frete para o agronegócio.

Fonte: Canal Rural



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